O que aconteceu
Em junho de 2026, no dia 1º de junho, o GitHub Copilot deixou de cobrar por "requisições premium" e passou a usar cobrança baseada em uso. A mudança havia sido anunciada em 27 de abril pelo diretor de produto do GitHub, Mario Rodriguez, e entrou em vigor para todos os planos no início de junho.
No novo modelo, cada plano inclui uma cota mensal de GitHub AI Credits. Os créditos são consumidos conforme os tokens usados (entrada, saída e tokens em cache), pelas tarifas de API publicadas para cada modelo. Planos pagos podem comprar uso adicional.
Por que o GitHub mudou
Segundo o GitHub, o Copilot "não é o mesmo produto de um ano atrás". Ele deixou de ser só um assistente no editor e virou uma plataforma de agentes que rodam sessões longas, em várias etapas, sobre repositórios inteiros. No modelo antigo, uma pergunta rápida no chat e uma sessão autônoma de horas podiam custar o mesmo para o usuário. O GitHub diz que absorvia boa parte desse custo crescente de inferência e que o modelo de requisições premium não era mais sustentável.
O que muda na prática
- Preço dos planos não muda: Pro continua US$ 10/mês, Pro+ US$ 39/mês, Business US$ 19 por usuário/mês e Enterprise US$ 39 por usuário/mês.
- Créditos inclusos equivalem ao preço: o Pro inclui US$ 10 em créditos, o Pro+ US$ 39, o Business US$ 19 e o Enterprise US$ 39 por usuário.
- Autocompletar continua ilimitado: sugestões de código e Next Edit não consomem créditos.
- Fim do "fallback": antes, quem esgotava as requisições caía para um modelo mais barato e continuava. Agora, o uso depende dos créditos e dos limites definidos pelo administrador.
- Code review do Copilot passa a consumir também minutos do GitHub Actions.
- Planos anuais Pro e Pro+ ficam no modelo antigo até o fim do período (com multiplicadores maiores a partir de 1º de junho) e depois passam para o Copilot Free, salvo migração para um plano mensal.
Para empresas
- Clientes Business e Enterprise receberam créditos promocionais em junho, julho e agosto: US$ 30 (Business) e US$ 70 (Enterprise) por usuário/mês.
- Os créditos passam a ser compartilhados na organização, evitando que a cota de quem usa pouco fique parada.
- Administradores ganham controles de orçamento por empresa, centro de custo e usuário, e podem escolher entre liberar uso extra ou travar o gasto.
O GitHub também liberou, no início de maio, uma prévia da fatura para que usuários e administradores estimassem os custos antes da virada.
O que isso significa para equipes de desenvolvimento
A mudança reflete uma tendência do mercado: ferramentas de IA para programação estão saindo de preço fixo para preço por consumo, porque agentes gastam muito mais computação do que um chat. Para empresas:
- Defina orçamentos por equipe e por usuário antes que o primeiro mês surpreenda.
- Escolha o modelo certo para cada tarefa: modelos caros em tarefas simples queimam créditos.
- Monitore o consumo de agentes e de code review, que agora também consome minutos do Actions.
- Compare custos com outras ferramentas de agentes antes de renovar contratos.
Fontes
- GitHub Blog, "GitHub Copilot is moving to usage-based billing" (27/04/2026): https://github.blog/news-insights/company-news/github-copilot-is-moving-to-usage-based-billing/
- GitHub Changelog (01/06/2026): https://github.blog/changelog/2026-06-01-updates-to-github-copilot-billing-and-plans/
- Documentação: https://docs.github.com/en/copilot/reference/copilot-billing/request-based-billing-legacy/what-changed-with-billing
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