Pular para conteúdo
Voltar aos artigos
security3 min

Zero-day no Oracle PeopleSoft: ShinyHunters invade 100+ organizações (junho de 2026)

Oracle PeopleSoft zero-day: ShinyHunters breaches 100+ organizations (June 2026)

KGA IT
2026-10-123 min
SecurityZero-dayOracle PeopleSoftCVE-2026-35273ShinyHuntersJunho 2026
Capa: zero-day CVE-2026-35273 no Oracle PeopleSoft explorado pelo ShinyHunters contra universidades

O que aconteceu

Entre 27 de maio e 9 de junho de 2026, o grupo criminoso ShinyHunters (rastreado pela Mandiant e pelo Google Threat Intelligence Group como UNC6240) explorou uma falha zero-day no Oracle PeopleSoft, a CVE-2026-35273, para invadir mais de 300 instâncias em mais de 100 organizações. A Oracle publicou um alerta e um patch de emergência em 10 de junho, cerca de duas semanas depois do início dos ataques.

Cerca de 68% das vítimas são do ensino superior, onde o PeopleSoft guarda dados de alunos, bolsas, folha de pagamento e RH. A Universidade de Nottingham confirmou a exposição de cerca de 454.600 registros de alunos atuais e antigos, com nomes, endereços, números de passaporte e dados sensíveis como etnia e deficiência.

Este post trata da campanha original de junho. Em setembro, publicamos outro texto sobre o bypass de WAF relacionado a essa CVE.

A falha

  • CVSS 9,8, sem autenticação e sem interação do usuário.
  • Afeta o componente Environment Management (EMHub) do PeopleTools 8.61 e 8.62.
  • Em resumo: uma requisição HTTP manipulada ao gateway PSIGW chega a um servlet administrativo interno (SSRF), que dispara uma desserialização Java insegura e permite executar código no servidor.

Como o ataque funcionou

Segundo a Mandiant, os criminosos montaram um servidor MeshCentral (ferramenta legítima de acesso remoto) como comando e controle e instalaram agentes com nomes que imitam serviços do Azure, como meshagent64-azure-ops.exe. Depois usaram um script *_fanout.sh para testar credenciais SSH em outros servidores internos e deixaram um arquivo de aviso de resgate. Em seguida, vinha a extorsão: pagar ou ter os dados publicados.

O que fazer

  1. Aplicar o patch da Oracle (alerta de 10 de junho, incluído no CPU de junho) o quanto antes.
  2. Se não der para aplicar já, desativar o EMHub ou bloquear o acesso externo a /PSEMHUB/* e /PSIGW/HttpListeningConnector.
  3. Procurar sinais de invasão: binários MeshCentral, conexões de saída estranhas e o arquivo de resgate.
  4. Trocar credenciais e chaves SSH presentes nos servidores PeopleSoft.
  5. Se houver vazamento, preparar as notificações legais (no Brasil, a LGPD; na Europa, o GDPR em 72 horas).

Lição para empresas

Componentes administrativos de ERP não deveriam estar expostos à internet. Colocar esses painéis atrás de VPN ou de acesso com verificação de identidade (zero trust) teria bloqueado esse ataque. E falhas críticas em sistemas expostos precisam de janela de correção de emergência, de 24 a 72 horas.

Fontes


Sua empresa usa ERP ou sistemas expostos à internet? A KGA IT faz uma revisão gratuita da sua exposição: kga-it.com.

Vamos resolver seus desafios técnicos juntos?

A KGA IT Solutions tem times especializados em AI, cloud e DevOps para entregar a solução ideal para seu problema.

Fale Conosco