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Ransomware Qilin e Settra exploram falha no GlobalProtect da Palo Alto (CVE-2026-0257) para entrar pela VPN

Qilin and Settra ransomware exploit Palo Alto GlobalProtect flaw (CVE-2026-0257) to get in through the VPN

KGA IT
2026-10-123 min
SecurityRansomwareVPNPalo Alto NetworksVulnerability
Capa: ransomware explora CVE-2026-0257 no GlobalProtect da Palo Alto

O que está acontecendo

Grupos de ransomware estão explorando ativamente a CVE-2026-0257, um bypass de autenticação no GlobalProtect do PAN-OS e no Prisma Access, da Palo Alto Networks. Segundo a ReliaQuest, em atualização divulgada em 11 de outubro de 2026, vários atores, incluindo Qilin e Settra, estão usando a falha para abrir sessões de VPN não autorizadas e entrar nas redes internas.

A falha não é nova: foi divulgada em 13 de maio de 2026, com CVSS 7,8 (alta) e a urgência máxima de resposta recomendada pelo fabricante. O que muda é que a exploração agora é ampla e por mais de um grupo, não só o Qilin, que já havia sido visto antes.

Como funciona

  • O problema está nos cookies de override de autenticação do GlobalProtect, que permitem reautenticar entre portal e gateway. A falha envolve confiar nesses cookies sem validação e checagem de integridade adequadas.
  • Só ficam expostos portais ou gateways com esses cookies habilitados junto com uma configuração específica de certificado. Nem toda instalação é vulnerável.
  • Afetados: PAN-OS 12.1, 11.2, 11.1 e 10.2; Prisma Access 11.2 e 10.2. Panorama e Cloud NGFW não são afetados.

Por que é perigoso

O atacante entra pela VPN da própria empresa. O tráfego parece trabalho remoto normal, o que dá tempo para roubar credenciais, mover-se lateralmente e preparar o ransomware. A ReliaQuest observou atividade associada a Cobalt Strike, BloodHound e SharpHound, ferramentas típicas de reconhecimento de Active Directory antes da cifragem.

A ReliaQuest avalia como muito provável que a exploração continue nos próximos três meses, por grupos de ransomware e corretores de acesso inicial.

O que fazer

  1. Atualize todos os portais e gateways GlobalProtect, internos e externos, para as versões corrigidas, conferindo a tabela de versões exatas do aviso, não só a versão principal. Em Prisma Access híbrido, atualize também os firewalls locais.
  2. Desative os cookies de override onde não forem necessários.
  3. Use um certificado novo e exclusivo para os cookies; não reaproveite o do portal/gateway nem de outro serviço.
  4. Encerre todas as sessões ativas do GlobalProtect depois do patch: o patch não remove acessos já estabelecidos. Os usuários terão de se autenticar de novo.
  5. Investigue conexões inesperadas, como dispositivos com hostname "kali" (pista, não prova), e sinais de Cobalt Strike ou coleta com SharpHound.
  6. Atualizações incompletas podem causar incompatibilidade de cookies entre componentes; planeje a janela.

A lição

VPN é porta de entrada favorita do ransomware em 2026: Check Point em junho, Citrix NetScaler em setembro e agora GlobalProtect. Uma conexão de VPN bem-sucedida não prova que o usuário é legítimo; monitore o que acontece depois dela.

Fontes


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