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Zero-day na VPN da Check Point (CVE-2026-50751) explorado desde maio (junho de 2026)

Check Point VPN zero-day (CVE-2026-50751) exploited since May (June 2026)

KGA IT
2026-10-123 min
SecurityZero-dayCheck PointVPNCVE-2026-50751Junho 2026
Capa: zero-day CVE-2026-50751 na VPN da Check Point explorado desde maio de 2026

O que aconteceu

Em 8 de junho de 2026, a Check Point publicou um alerta sobre a CVE-2026-50751, uma falha crítica (CVSS 9,3) de bypass de autenticação nos produtos Remote Access VPN, Mobile Access e Spark Firewall. A falha já estava sendo explorada: a atividade mais antiga identificada é de 7 de maio de 2026, com aumento no início de junho. A CISA incluiu a falha no seu catálogo de vulnerabilidades exploradas (KEV).

Segundo a Check Point, a campanha é limitada, atingindo algumas dezenas de organizações. Pelo menos um caso foi ligado, com confiança média, a um afiliado do ransomware Qilin. A Rapid7 confirmou dois casos.

Quem é afetado

A falha atinge gateways configurados com o protocolo IKEv1 (antigo e obsoleto), que aceitam o cliente legado de Remote Access e não exigem certificado de máquina. Nesse cenário, um atacante sem senha consegue abrir uma sessão de VPN. Para chegar a recursos internos ele ainda precisa de ações posteriores, mas a porta de entrada já fica aberta.

Versões afetadas: R80.20.X, R80.40, R81, R81.10 (todas sem suporte), R81.10.X, R81.20, R82, R82.00.X e R82.10.

A Check Point também encontrou uma falha relacionada, a CVE-2026-50752 (CVSS 7,4), que permite ataque man-in-the-middle em túneis site-to-site em certas configurações. Não há exploração conhecida dessa segunda falha.

O que fazer

  1. Aplicar o hotfix da Check Point com urgência, sem esperar o ciclo normal de atualizações.
  2. Se não for possível agora: remover o suporte ao cliente legado, configurar a autenticação de Remote Access para somente IKEv2, tornar o certificado de máquina obrigatório e ativar o IPS com assinaturas atualizadas.
  3. Procurar sinais de invasão nos logs desde 7 de maio, mesmo depois de aplicar o hotfix.
  4. Migrar quem ainda roda versões sem suporte.

Lição

VPNs e firewalls de borda continuam sendo alvos preferidos para ransomware. Manter protocolos antigos ativos "por compatibilidade" abre caminho para ataques como este.

Fontes


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